sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Coisa do amor...
Já faz tempo, muito tempo, que perdi uma parte de mim. Nunca tentei buscá-la, recuperá-la. Jamais pensei que esse tanto que me foi levado me fazia falta, pelo contrário, perdê-lo me deixou maior, mais completa e plena.
Já faz tempo, parece uma vida inteira, perdi parte de mim. Essa parte, longe de me preencher, me fazia incompleta, solitária.
Já faz tempo, nem sei precisar que tempo, deixei que uma imensa parte de mim se perdesse em alguém. E como esse tempo de eternidade tem me feito melhor!
Nunca mais, com exceção de uns poucos dias de tempo fechado, acordei sem dirigir meu primeiro pensamento a essa pessoa tão especial que Deus, cuidadosamente, colocou no meu caminho, na minha vida e no meu coração.
Nunca mais me senti barco à deriva, sem porto a alcançar, sem a certeza de proteção e aconchego. Nunca mais só, sem frios na barriga de expectativa de chegadas e esperas, mesmo que sempre sofrendo a dor da despedida, para, logo em seguida, recomeçar a contagem de novas chegadas.
A incoerência do tempo me consome e se, por vezes, parece que já faz um tempo imensurável, em outros parece tão pouco, com tanto ainda a se viver...
A sede de querer sempre um pouco mais, de ser sempre tão pouco, por mais que o tenha, faz tudo parecer tão recente, tão novo.
Faz tão pouco tempo! Tenho ainda muita fome desse amor, quanto mais o tenho mais o quero. Ainda me descubro e desvendo seus encantos diariamente e, quanto mais ele se expõe, mais me entrego, mais me encanto.
Assim, diante desse paradoxo, apenas sei que já faz tempo, um tempo precioso e longo que tenho sido imensamente feliz.
domingo, 31 de maio de 2009
Confusão
domingo, 24 de maio de 2009
Por um lindésimo de segundo...
sábado, 23 de maio de 2009
CONFLITO

Fico imaginando os trilhões de pensamentos que povoam as mentes destas tantas vidas. Ainda bem que são silenciosos, do contrário, quanto barulho e desordem... Os meus, neste momento tão desordenados, em conflito com o coração, acabariam por confundir quem os ouvisse.
Penso que deveríamos ter em sintonia alma e coração, razão e sentimentos, assim não teríamos tantos embates com nós mesmos, buscando resolver aquilo que nos aflige sem que um dos dois se ferisse, mas, em geral, quando acalentamos nosso coração acabamos por receber acusações diretas da nossa razão, nos avisando o quanto somos levianos conosco, aceitando (ou relevando) coisas importantes e vitais.
Queria mais racionalidade, mas não me quero fria, perdendo essa passionalidade que tem me levado a momentos que nenhuma razão poderia. Equilíbrio, deve ser esta a palavra-chave, vai saber... Enquanto não o aprendo, fico neste conflito, em busca de decisões que não serão resultado apenas da minha razão, tampouco da paixão...
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Felicidade...

sexta-feira, 8 de maio de 2009
AVE CORAÇÃO
Sexta-feira, mais uma que chega e vem tão rápida que fico buscando o que fiz na semana que se passou. Trabalhei, trabalhei e sequer percebi que ainda estou aqui. Hoje não tive o que fazer com minhas horas, me perdi em pensamentos e busquei ocupação. Esqueci-me como é apenas ficar à toa. Agora me decidi, já ao fim do dia, buscar lembranças de tempos bons. Ouvi de alguém que não se lembrava do que fazia aos 15 anos, aí fui buscar minhas lembranças da época.Ave Coração
Fagner
Composição: Clodê & Zeca Bahia
Eu sei que existe por ai uma andorinha solta
Procurando um verão que se perdeu no tempo
Cansou de ser herói do espaço
E quer a companhia de outros pássaros
É que seu coração de ave, não agüenta tanta solidão
Eu sei que eu ando por ai, sou andorinha solta
E nem sei a estação em que estou vivendo
Não quero ser herói de nada
Só quero a companhia de outros braços
É que meu coração de homem, voa alto como um pássaro
domingo, 26 de abril de 2009
VINGANÇA
Da janela do apartamento, último andar de um prédio de 10, observei a luz do sol cair e as primeiras luzes iluminarem a cidade. Não sei quanto tempo permaneci ali, naquela posição incômoda, curvada, com a cabeça apoiada na grade cheia de arabescos.
Desci no ponto final e o motorista me olhou como se se indagasse do porquê de eu não estar correndo como todos os outros. Eu seguia calma, como se não sentisse a água me encharcar completamente. Caminhava decidida pela rua estreita, até o último prédio pouco iluminado e sombrio.
Me detive na calçada em frente, olhando a janela iluminada e esperando talvez algum convite para subir, mas ninguém me sabia ali, portanto esperando o impossível.
Conhecia cada palmo daquele apartamento; vivera anos de riso fácil e paixão fulminante entre aquelas tantas paredes. Sabia cada degrau, cada arranhado na pintura, cada pingo que a torneira nunca arrumada dava por hora. Nos meus últimos dias ali, insone, me distraia contando-os pela noite adentro.
Queria fumar, mas os cigarros tinham virado lama no bolso do casaco. Masquei um chiclete encontrado entre as moedas, as únicas que me sobraram depois de meses de inatividade, entregue a fazer nada todo o tempo, imaginando como seria este encontro.
Acho que fiquei horas ali parada, olhando a janela, quando decididamente me preparei para atravessar a rua e apertar o interfone. Estava preparada agora para que ele me visse. Me sentia feia ainda, envelhecera dez anos nestes meses, não me cuidara. As unhas estavam escuras e quebradas, os dedos amarelados pelos milhares de cigarros que se queimaram entre eles, sem que os levasse aos lábios; os cabelos embranqueceram sem que eu me preocupasse em retocar a tintura. Eu me esquecera completamente, dedicando-me unicamente a este dia. Era agora...
Caminhei os poucos metros e, segura, apertei o interfone. Uma voz desconhecida me avisou que ele havia se mudado há 20 dias e não, ela não sabia pra onde havia ido, não deixara endereço.
Fiz o caminho de volta sob a chuva forte pensando que os meses debruçada naquela janela arquitetando minha vingança haviam sido inúteis, mas longe de me sentir frustrada, estava sim aliviada. O pesadelo se findara...
Na tarde seguinte, da janela do apartamento, último andar de um prédio de 10, debruçou-se uma outra mulher; a do dia anterior se fora na enxurrada da chuva...
sábado, 25 de abril de 2009
Pensares
Em luta, meu ser se parte em dois. Um que foge, outro que aceita. O que aceita diz: não. Eu não quero pensar no que virá: quero pensar no que é. Agora. No que está sendo. Pensar no que ainda não veio é fugir, buscar apoio em coisas externas a mim, de cuja consistência não posso duvidar porque não a conheço. Pensar no que está sendo, ou antes, não, não pensar, mas enfrentar e penetrar no que está sendo é coragem. Pensar é ainda fuga: aprender subjetivamente a realidade de maneira a não assustar. Entrar nela significa viver...Me ajuda que hoje eu tenho certeza absoluta que já fui Pessoa ou Virginia Woolf em outras vidas, e filósofo em tupi-guarani, enganado pelos búzios, pelas cartas, pelos astros, pelas fadas. Me puxa para fora deste túnel, me mostra o caminho para baixo da quaresmeira em flor que eu quero encontrar em seu tronco o lótus de mil pétalas do topo da minha cabeça tonta para sair de mim e respirar aliviado e por um instante não ser mais eu, que hoje não me suporto nem me perdôo de ser como sou sem solução.
CAIO F.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Divagando...
Há dias em que, como hoje, nada tenho a dizer, ainda que meus pensamentos fervilhem em convulsão desesperada para se ordenarem em linhas bem escritas, formando algo concreto e, quem sabe, mais lúcido.
Enquanto apenas pensamentos, são desordenados, inseguros e trêmulos fios de raciocínio que nunca se completam e desejam, na clareza do papel ou tela, se definirem e se explicarem. Mas daqui nada surge, nada se revela.
Me lembro de alguém dizendo que sou filha de Nanã, daí minha paixão pelo lilás e mania de viver chorando, mas que sou também filha de uma divindade da justiça; o nome sumiu da memória e, por mais que tente, não lembro. Mas o que isso tem a ver com o que escrevo? Não estou de lilás, não choro neste momento; talvez eu anseie por justiça.
Me forço a parar neste parágrafo, afinal nada disse que consiga me explicar o motivo da inquietação, e agora, no momento em que escrevo, me descubro apenas carente de algo que ainda não sei o que...
terça-feira, 21 de abril de 2009
Retornando...
Andei realmente sumida deste espaço. Ao abri-lo hoje, percebo que minha última postagem foi em dezembro, dia do meu aniversário. A tanquilidade das merecidas férias, viagem, retorno, outras idas e vindas, enfim, janeiro passou, fevereiro trouxe o retorno ao trabalho, com novos projetos, que acabaram por tomar completamente meu tempo e meu cérebro. As divagações, momentâneamente esquecidas de serem postadas, ficaram apenas no terreno mental, sem tempo para serem despejadas aqui.E por falar em saudade, ando saudosa e melancólica nestes dias de feriado. Ainda não sei do que ou de quem, mas sei que ela está lá, quietinha, à espera de se mostrar e dizer seu motivo. Quando aparecer, conto quem ou o que tem me deixado assim.
Tenho trabalhado muito, amado muito, dormido muito. No fim, tenho vivdo e isso já é uma grande vitória...
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
É Natal !
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Tem coisas que são para poucos...
1. Qualidade de pequeno.
2. Meninice, infância.
3. Pequena estatura.
4. Fig. Mesquinhez; insignificância
5. Fig. Pouca elevação intelectual ou moral
Depois disso, nada mais a acrescentar, a não ser que escola é bom e faz falta.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Gente pequena é assim!
Semear dúvidas e desconfianças onde só há paz é sinal de pobreza de espírito e de uma profunda inveja pelo que não se tem.
Realmente, há que se ter pena, muita pena, por tamanha pequenez de alma.
Não sou terreno fértil ao cultivo de minhocas e pulgas, sejam na cabeça ou atrás das orelhas.
Sou feliz, estou feliz; dá licença?
sábado, 6 de dezembro de 2008
Amor
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Paixão
Tudo que o outro faz ou diz é bem feito, bem falado. As atitudes e, especialmente, o caráter e a personalidade são inquestionáveis, a inteligência é acima da média, as atitudes são corretas e a forma de ver o mundo e os gostos impecáveis.
É somente com a convivência que se percebe, pouco a pouco, que falhas são inerentes a nós, pobres mortais. E a cada dia descobrimos alguma mania que nos irrita, algum deslize que nos decepciona, algumas atitudes que o deixam chato.
A partir do cotidiano, descobrimos que o outro tem problemas, que sua vida não é perfeita (muito menos ele) e que, no fundo, é tal e qual a todo mundo.
Se depois de tudo isso, ainda nos sentimos atraídos, envolvidos e até apaixonados, é porque a pessoa é realmente especial, com quem queremos estar. Do contrário, ela era apenas alguém criado por nossas carências e desejos de que exista um ser humano tão bacaninha como nossa imaginação quis crer.
Depois de longos anos de convivência, de perceber muitos defeitos e até imaginar que não pudesse suportá-los, andei um tanto decepcionada e desapaixonada de mim. Me pegava imaginando o que teria de bom ou bonito, que realmente pudesse chamar a minha atenção e fazer-me ser novamente apaixonada. Só conseguia encontrar interrogações.
Ultimamente voltei a me perceber possuidora de virtudes e qualidades muito especiais, como coração aberto, sinceridade, transparência, senso ético e uma profunda paixão pela vida e pelas pessoas.
Pronto, esqueci completamente os dias nublados e sem luz, voltei a ser e estar novamente apaixonada por mim e é muito bom ter feito as pazes comigo mesma.
Ao final, percebo que sou realmente muito especial e que não devo, nunca mais, me esquecer disso.




